A história da Paróquia se confunde com
o nascimento de Guararapes, já que, desde 1928, ano em que a cidade foi
fundada, Nossa Senhora Imaculada Conceição foi escolhida para ser a padroeira
do povo de Deus desta porção da região Noroeste do estado de São Paulo.
Inicialmente, foi construída a Capela
Santo Antônio, cuja obra teve início em 08/12/1929. Nesse dia, o Monsenhor
Adauto Rocha aqui celebrou a primeira missa, lançou a pedra fundamental da
Capela e o Patrimônio Frutal (nome do povoado, à época) comemorou o seu
primeiro aniversário.
Por essa razão, a Capela Santo Antônio
é o berço de Guararapes, pois foi ao redor dela que a cidade começou a crescer
e a expandir-se.
A criação da paróquia se deu em 03/12/1934.
Nessa data, D. Ático Euzébio da Rocha, então bispo de Cafelândia, nomeou o
Padre Homero Alicata como vigário da primeira paróquia do Distrito de
Guararapes.
Úteis e valiosas são as informações registradas
pelo livro “Guararapes – entrando na sua história" (*),
ao se reportar ao ano de 1934:
“Nesse mesmo ano,
iniciou-se um intenso debate sobre qual seria o local ideal para a construção
definitiva da futura Igreja Matriz dedicada à Imaculada Conceição, ou no centro
da atual Praça N. Sra. Conceição ou onde está hoje. (...) Dadas as dificuldades
de locomoção entre a Capela Santo Antônio, onde funcionava o expediente
paroquial e o local onde estava sendo construída a matriz, em 07 de setembro de
1941, o Bispo D. Henrique César Fernandes Mourão escreveu ao Pe. Hilário Milan,
vigário de Guararapes, autorizando-o a construir uma capela provisória no
interior do mesmo espaço, onde era construída a Igreja Matriz. Em treze dias a
capelinha ficou pronta e nela já eram celebradas as missas. (...) Em 1952...
quando da visita de uma réplica da estátua de Nossa Senhora de Fátima à cidade,
a construção da Igreja-Matriz estava praticamente acabada. (...) Somente em
janeiro de 1956 deu-se por encerrada a obra e, em 08 de abril do ano em curso,
aconteceu a inauguração solene da Igreja. Nesse mesmo dia, celebrou-se, também,
a chegada em nossa cidade das Irmãs de D. Orione, cuja responsabilidade era
‘tomar conta da Santa Casa de Misericórdia” (fls. 83/84).
(*) Esse livro é de autoria coletiva
dos professores e alunos da Escola Estadual João Arruda Brasil e foi
publicado em 08/12/1994.